Núcleo Baía de Guanabara e Duque de Caxias promovem papo legal “Mulheres em Rede”

O papo legal conta com peças teatrais dos núcleos BG e Duque de Caxias e mesa de conversa com mulheres representantes e a deputada estadual Renata Souza.

Por Brenda Cristiny – Centro de Teatro do Oprimido, Rio de Janeiro
13/09/2022 – 18:00

Através do projeto Teatro das Oprimidas as mulheres do núcleo Baía de Guanabara (BG) e o núcleo Duque de Caxias realizam o papo legal “Mulheres em Rede” no dia 15 de setembro, às 14h, na sede do Centro de Teatro do Oprimido discutindo sobre as opressões contra a mulher em seus diferentes aspectos e recortes. O papo legal se inicia com um encontro com as lideranças de pescadores do núcleo BG através de jogos e técnicas, no qual irão desenvolver uma cena de Teatro Imagem a ser apresentada na parte da tarde. O evento também conta com a peça de Teatro Fórum “Até Quando” das mulheres da Maloca do núcleo Duque de Caxias. A peça expõe o debate e chama a sociedade à reflexão e ação, sobre as violências de gênero, machista e patriarcal que permeiam o cotidiano das mulheres nos espaços públicos, privados e institucionais. Finalizamos com uma mesa de conversa com a presença de mulheres representantes dos núcleos BG e Duque de Caxias e a deputada estadual Renata Souza.

Núcleo BG em formação no Centro de Teatro do Oprimido

Acompanhado pelos curingas Helen Sarapeck e Cachalote Mattos, o núcleo BG é formado por 25 participantes que moram ou atuam na pesca artesanal do entorno da Baía de Guanabara, em especial nos municípios de Magé, Itaboraí, Niterói e Rio de Janeiro. A ação do núcleo não é acerca de um município, mas tem uma cartografia ampliada e voltada para os indivíduos envolvidos na cadeia da pesca na Baía de Guanabara. Paralelo a formação da equipe que faz parte do núcleo, desenvolvemos uma ação exclusiva para as mulheres do grupo somadas às lideranças femininas pescadoras, catadoras, camaroneiras e marisqueiras dos municípios envolvidos: as Mulheres da Pesca. Um trabalho voltado para o debate sobre como o machismo está presente em suas vidas e nas relações entre a comunidade pesqueira. A proposta é provocar reflexão e debate estético-político para colaborar no fortalecimento daquelas mulheres e na busca de ações sociais concretas e continuadas de transformação. 

O núcleo de Caxias de Teatro das Oprimidas, é um coletivo de mulheres atuantes da ONG Maloca, localizada no bairro do Pantanal em Duque de Caxias. Esse coletivo participa desde 2021 do projeto Teatro das Oprimidas, realizado pelo Centro de Teatro do Oprimido, com enfoque na transformação social, e multiplicação da metodologia teatral.

Apresentação da peça de teatro fórum “Até Quando?” do núcleo Duque de Caxias no Julho Negra

“ATÉ QUANDO?”

A peça dirigida pelas curingas Carol Netto e Rachel Nascimento,  expõe o debate e chama a sociedade à reflexão e ação, sobre as violências de gênero, machista e patriarcal que permeiam o cotidiano das mulheres nos espaços públicos, privados e institucionais, gerando traumas físicos, emocionais e o feminicídio. O espetáculo tem colaboração da coordenadora artística do projeto Teatro das Oprimidas, Bárbara Santos, e da coordenadora pedagógica Cláudia Simone. O elenco é composto por mulheres voluntárias e atendidas pela instituição Maloca: Juliane Monteiro, Lidia Monteiro, Luciana Alves, Cassia Santos, Karol Tavares, Paula Silania, Selma Silva, Tatiane de Barros, Maria do Socorro, Lorena Vitoria, Carine Nicolau e Renata Michele.

As ações acontecem por meio da parceria do CTO com o patrocínio da Petrobras e da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

SOBRE O TEATRO DAS OPRIMIDAS

O projeto Teatro das Oprimidas tem como objetivo geral fortalecer os Grupos Teatrais Populares de TO (Teatro do Oprimido e Teatro das Oprimidas), ampliando seus raios de atuação, realizando oficinas de TO para estimular multiplicadoras/res e cenas que mobilizem alternativas transformadoras para a juventude, em espaços populares e institucionais com a metodologia da Estética, do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas. As ações serão distribuídas em municípios da Região Metropolitana, como Duque de Caxias, em comunidades e bairros no entorno da REDUC (Refinaria Duque de Caxias); São Gonçalo e Itaboraí, cidades situadas na área da COMPERJ (Complexo Petroquímico do RJ) e que também fazem parte da APA (Área de Proteção Ambiental de Guapimirim); Niterói; Nova Iguaçu; 6º Maricá; e também no interior do estado, na cidade de Macaé (Região da Bacia de Campos); além do município onde localiza-se a sede do CTO, o Rio de Janeiro.

SOBRE O CENTRO DE TEATRO DO OPRIMIDO

Centro de pesquisa e difusão que desenvolve a metodologia do Teatro do Oprimido em Laboratórios e Seminários de Dramaturgia, ambos de caráter permanente, para revisão, experimentação, análise e sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. O CTO foi dirigido por Augusto Boal ao longo de seus últimos 23 anos de vida e, hoje, sua equipe dá prosseguimento ao trabalho. A filosofia e as ações da instituição visam à democratização dos meios de produção cultural, como forma de expansão intelectual de seus participantes, além da propagação do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas como meio da ativação e do democrático fortalecimento da cidadania. O CTO implementa projetos que estimulam a participação ativa e protagônica das camadas oprimidas da sociedade, e visam a transformação da realidade a partir do diálogo e de meios estéticos.

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