Coletivo MaréMoTO estreia a peça “Identidade”

No dia 14 de abril, às 16h, o Coletivo MaréMoTO apresenta a obra de Teatro-Fórum “Identidade” no Movimento de Mulheres de São Gonçalo.

Por Gabriel Horsth – Centro de Teatro do Oprimido, Rio de Janeiro
13/04/2022 – 18:00

Foto: Gabriel Horsth

Nos dias 14 de abril, às 16h, o Coletivo MaréMoTO ligado ao Centro de Teatro do Oprimido, através do projeto Teatro das Oprimidas, apresenta a obra de Teatro-Fórum “Identidade” no Movimento de Mulheres de São Gonçalo, com direção de Marcelo Heleno Dantas. A peça apresenta o processo da construção de identidade para além de oposições binárias, onde corpos marginalizados pelo modelo heteronormativo-branco se tornam o centro de sua própria história. Retrata-se os desafios e as estratégias de ser pessoas negras e LGBTIQIA+, protagonistas da luta contra a intolerância, reafirmando existências através do afeto.

O processo é fruto de experiências investigativas com Teatro do Oprimido e o Teatro das Oprimidas, a construção nasce de forma coletiva partindo das urgências do coletivo Utilizando a técnica do Teatro Fórum, o objetivo é fomentar espaços de diálogos com diferentes plateias sobre uma temática pouco visibilizada, construindo possíveis alternativas. O elenco conta com Bárbara Assis, Bruno Santiago, Manu Rosa, Marcelo Heleno Dantas e Nlaisa Luciano.

As ações do projeto Teatro das Oprimidas do CTO tem patrocínio da Petrobras e da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

SERVIÇO:

Apresentação da peça de Teatro-Fórum “Identidade”
Quando: 14 de abril
Horário: 16h
Local: R. Rodrigues da Fonseca, 201 – Zé Garoto, São Gonçalo. 
Grátis

SOBRE O ESPETÁCULO

Somos Maré, água, ondas, movimentos. Cada integrante é como uma placa tectônica. Nossos movimentos, através do teatro, criam ondas revelando opressões, permitindo a reflexão crítica e desconstruindo ideias enraizadas. Com essa metáfora nasceu o MaréMoTO (Maré em Movimento do Teatro do Oprimido), em 2014 e até hoje carregamos uma história de pertencimento, luta, trajetórias e arte. Integrado por pessoas negras, LGBTQIA+ e faveladas, nossa trajetória é composta por performances e peças teatrais que evidenciam as opressões atravessadas por essas transversalidades. 

SOBRE O TEATRO DAS OPRIMIDAS

O projeto Teatro das Oprimidas tem como objetivo geral fortalecer os Grupos Teatrais Populares de TO (Teatro do Oprimido e Teatro das Oprimidas), ampliando seus raios de atuação, realizando oficinas de TO para estimular multiplicadoras/res e cenas que mobilizem alternativas transformadoras para a juventude, em espaços populares e institucionais com a metodologia da Estética, do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas. As ações serão distribuídas em municípios da Região Metropolitana, como Duque de Caxias, em comunidades e bairros no entorno da REDUC (Refinaria Duque de Caxias); São Gonçalo e Itaboraí, cidades situadas na área da COMPERJ (Complexo Petroquímico do RJ) e que também fazem parte da APA (Área de Proteção Ambiental de Guapimirim); Niterói; Nova Iguaçu; 6º Maricá; e também no interior do estado, na cidade de Macaé (Região da Bacia de Campos); além do município onde localiza-se a sede do CTO, o Rio de Janeiro. 

SOBRE O CENTRO DE TEATRO DO OPRIMIDO 

Centro de pesquisa e difusão que desenvolve a metodologia do Teatro do Oprimido em Laboratórios e Seminários de Dramaturgia, ambos de caráter permanente, para revisão, experimentação, análise e sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. O CTO foi dirigido por Augusto Boal ao longo de seus últimos 23 anos de vida e, hoje, sua equipe dá prosseguimento ao trabalho. A filosofia e as ações da instituição visam à democratização dos meios de produção cultural, como forma de expansão intelectual de seus participantes, além da propagação do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas como meio da ativação e do democrático fortalecimento da cidadania. O CTO implementa projetos que estimulam a participação ativa e protagônica das camadas oprimidas da sociedade, e visam a transformação da realidade a partir do diálogo e de meios estéticos.

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