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Madalena Anastácia – Grupo de Teatro de Mulheres negras celebra 10 anos de existência e resistência

No próximo 25 de julho, Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, o Coletivo Madalena Anastácia celebra 10 anos de existência lutando e atuando contra o racismo e sexismo através do Teatro das Oprimidas. Para coroar esta conquista, na referida data, será realizada a Mostra Julho Negra – 10 anos Madalena Anastácia, no Centro de Teatro do Oprimido, na Av. Mem de Sá, 31, Lapa, a partir das 18h.

A programação conta com apresentação do espetáculo de Teatro-Fórum “Qual é o seu Lugar”, além de performances protagonizadas por mulheres negras, como “Julgar meu Cabelo Afro”, do Grupo de Teatro das Oprimidas de Ponto Chic, Nova Iguaçu, e “Caminhos”, com atuação de Maiara Carvalho e Mila Moura. O evento traz ainda a exposição fotográfica “Trajetória das Anastácias” – exibindo em imagens a jornada de 10 anos do coletivo – e o lançamento do livro “Escrevivência Preta Cênica”, de autoria de Claudia Simone Santos Oliveira, uma das fundadoras do coletivo.
A entrada é gratuita e livre.

A atividade integra o Projeto Ponto de Cultura CTO, contemplado pelo Edital Ações Locais – Edição Cultura Viva 2024, do Governo Federal, Ministério da Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura. A iniciativa conta também com apoio da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, viabilizada por uma Emenda Parlamentar concedida pela Deputada Estadual Renata Souza.

SERVIÇO:

MOSTRA JULHO NEGRA – 10 ANOS COLETIVO MADALENA ANASTÁCIA
Data: 25/07/2025 às 18h
Local: Centro de Teatro do Oprimido – CTO (Av. Mem de Sá, 31, Lapa)
ENTRADA FRANCA!

SOBRE O COLETIVO MADALENA ANASTÁCIA:

Fundado em 2015 no Rio de Janeiro, o Coletivo Madalena Anastácia utiliza suas produções artísticas para explorar as opressões que afetam as mulheres negras, através do Teatro das Oprimidas. Sob a liderança de Bárbara Santos e composto exclusivamente por mulheres negras, o coletivo faz parte da Rede Ma(g)dalena Internacional, com presença em países da América Latina, Europa e África, além de ser associado ao Centro de Teatro do Oprimido. Em 2023, Madalena Anastácia recebeu o Prêmio Luísa Mahin, homenagem concedida a movimentos ou instituições engajadas na luta antirracista. A premiação foi promovida pela deputada estadual Renata Souza (PSOL). Em 2024, o coletivo foi contemplado com o edital Ações Locais da Prefeitura do Rio de Janeiro, desenvolvendo ações artísticas como apresentações e oficinas em escolas públicas do município.
Além das atividades nacionais em diversos espaços, o coletivo possui uma rica história internacional, participando de eventos como o Festival Ma(g)dalena Internacional em Puerto Madryn, Argentina (2015); Encontro Internacional de Teatro do Oprimido em Matagalpa, Nicarágua (2016); Festival Ma(g)dalena Internacional em Berlim, Alemanha (2017); Legislative Theater and Racial Justice na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), EUA (2019); o 5º CVC no Peru (2022) e o Encontro Internacional Magdalenas em Guiné-Bissau, África (2022).

SINOPSE DA PEÇA DE TEATRO-FÓRUM “QUAL É O SEU LUGAR”
A pergunta dá o tom da peça do Coletivo Madalena Anastácia, em que os lugares sociais de poder, pré-estabelecidos e ratificados pelas dinâmicas socioculturais, são questionados a partir do avanço social de mulheres negras, que ao mesmo tempo perdem alguns dos seus referenciais culturais. Tais lugares são questionados a partir das dinâmicas racistas e sexistas. A ancestralidade evoca o lugar central da coletividade e a necessidade de se buscar o que se esqueceu. Quais lugares queremos ocupar? Quais lugares devemos construir? As perguntas dão margem a um diálogo estético-corpóreo, no qual as intervenções e proposições no Teatro-Fórum são analisadas como possibilidades reais de mudança no contexto social.

FICHA TÉCNICA:
Direção Artística: Bárbara Santos
Coordenadora Pedagógica: Cláudia Simone Santos Oliveira
Curingas: Eloanah Gentil
Preparação Corporal: Fernanda Dias e Flavia Souza
Elenco: Beatriz Mendes, Claudia Simone, Eloana Gentil, Carolina Netto, Jucieni Oliveira, Maiara Carvalho, Fernanda Dias, Rachel Nascimento, Raquel Dias e Silvana Lucas.

SOBRE O CENTRO DE TEATRO DO OPRIMIDO
O Centro de Teatro do Oprimido (CTO) é um centro de pesquisa e difusão cultural que desenvolve a metodologia do Teatro do Oprimido por meio de laboratórios e seminários de dramaturgia. Fundado por Augusto Boal, que o dirigiu até seus últimos anos de vida, o CTO continua a promover a revisão, experimentação e sistematização de técnicas e jogos teatrais. A filosofia da instituição visa democratizar o acesso à produção cultural e expandir o conhecimento de seus participantes, utilizando o Teatro do Oprimido e o Teatro das Oprimidas como ferramentas para o fortalecimento democrático da cidadania e para a transformação social. O CTO implementa projetos que estimulam a participação ativa das camadas oprimidas da sociedade, promovendo mudanças reais por meio do diálogo e da arte.

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