Gabriel Horsth

Gabriel Horsth

coord. de comunicação

Magdas Migram e OCA são homenageadas com Diploma Heloneida Studart de Cultura

O prêmio destaca 109 representantes da cultura do Estado do Rio de Janeiro

Data

Na última terça-feira (8), a Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro realizou a entrega do Diploma Heloneida Studart de Cultura. A cerimônia realizada no Palácio Bandeirantes, homenageou o Coletivo Magdas Migram de Teatro das Oprimidas e a Ocupação Cultural Artística do Viradouro (OCA), entre 109 representantes culturais do Estado, com o prêmio que leva o nome da escritora, feminista, ex-deputada estadual e defensora da cultura Heloneida Studart. 

Foram agraciados com a honraria artistas, coletivos e instituições de diversas áreas como artes cênicas e visuais, audiovisual, culturas populares, literatura e música. A OCA realizou uma intervenção artística durante a cerimônia de entrega do seu diploma, “A favela é nossa, respeite, respeite!” ecoava com força no palácio. Verônica Lima (PT), presidente da Comissão de Cultura da Alerj, presidiu a sessão com as entregas de diplomas à mãos, um a um, após realizar um discurso de valorização da cultura e resgate das políticas públicas desmontadas pelo governo anterior. 

Magdas Migram

O Coletivo Magdas Migram desenvolve a metodologia do Teatro das Oprimidas como possibilidade e estratégia para evidenciar e lutar contra as opressões que mulheres migrantes vivenciam. O coletivo integra a rede de grupos do Centro de Teatro do Oprimido e da Rede Ma(g)dalena Internacional. O coletivo trata a questão da imigração e o direito à cidade, na perspectiva de mulheres migrantes do sul global. A peça de Teatro-Fórum “Brasil, um país acolhedor?” explora os episódios de xenofobia que muitas mulheres migrantes latino-americanas hispanofalantes vivem na cidade de Rio de Janeiro.

OCA

A Ocupação Artística do Viradouro surge como contranarrativa à ocupação policial durante a pandemia no conjunto de favelas do Viradouro, em Niterói, mesmo com uma prerrogativa que anula esse tipo de ação em momento pandêmico. O movimento de mulheres se pavimentou pelo complexo com atuações voltadas para cultura, educação e garantia de direitos.

Diploma Heloneida Studart

Criado em 2009, o diploma carrega o nome de Heloneida Studart. Eleita parlamentar seis vezes, a escritora se destacou por sua atuação feminista. Participou do “lobby do batom”, para a inclusão dos direitos trabalhistas da mulher, incluindo os 120 dias de licença-maternidade. A jornalista foi perseguida na Ditadura Militar, onde se colocou bravamente contra o regime da época. Heloneida foi uma importante defensora dos direitos humanos. Antes de falecer, em 2007, ela foi nomeada diretora do Centro Cultural da Alerj e do Fórum de Desenvolvimento Estratégico.

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