Coletivo teatral de mulheres negras da diáspora desembarca em Guiné-Bissau

O Coletivo Madalena Anastácia, criado em 2015, no Rio de Janeiro-Brasil, formado por mulheres negras participa de 20 a 30 de novembro do Encontro Internacional Bissau 2022 – Teatro das Oprimidas.

Por Gabriel Horsth – Centro de Teatro do Oprimido, Rio de Janeiro
10/11/2022 – 18:00

Foto: Panm Nogueira

O Coletivo Madalena Anastácia do Centro de Teatro do Oprimido (CTO), através do projeto Teatro das Oprimidas, participa de 20 a 30 de novembro do Encontro Internacional Bissau 2022 – Teatro das Oprimidas realizado no continente africano pela Rede Ma(g)dalena Internacional. Com o tema “Pelo fim da violência contra as mulheres!”, o encontro se constitui em um grito de alerta e em uma ação internacional da Rede Ma(g)lena Internacional. Serão apresentados diversos espetáculos e realizadas oficinas, conferências e laboratórios teatrais. O Coletivo Madalena Anastácia apresentará os espetáculos de Teatro-Fórum “Nega ou Negra?” e “Qual é o Seu Lugar?”.

O Coletivo Madalena Anastácia, criado em 2015, no Rio de Janeiro-Brasil, formado por mulheres negras, se propõe a questionar as articulações entre opressão de gênero e raça e como as afeta, quebrando a falsa ideia de homogeneização entre as mulheres, revelando na diversidade formas de potencializar a cooperação e transformação. O coletivo integra a Rede Madalena Internacional, composta por grupos feministas da América Latina, Europa e África que promovem a discussão e a criação de ações concretas pelos direitos das mulheres.

“Nega ou Negra?” é uma produção de Teatro-Fórum construída com dança e música desenvolvida a partir de uma investigação estética sobre a relação entre experiências socioculturais e de entretenimento e a construção e a ratificação de princípios constitutivos da vida em sociedade. O espetáculo convida o público a um olhar crítico sobre a “normalidade” do cotidiano.

A peça “Qual é o seu lugar?” questiona quais são os lugares relegados sistematicamente pelos brancos e as pontes que articuladores da população negra têm buscado construir, especialmente como suporte para mulheres pretas e pardas. Ao discutir essas possibilidades, elementos de empoderamento, pertencimento cultural e identitário são trazidos como fio condutor da encenação.

SOBRE O CENTRO DE TEATRO DO OPRIMIDO – CTO

Centro de pesquisa e difusão, que desenvolve a metodologia do Teatro do Oprimido em Laboratórios, Seminários de Dramaturgia, ambos de caráter permanente, para revisão, experimentação, análise e sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. O CTO foi dirigido por Augusto Boal ao longo de seus últimos 23 anos de vida, e hoje sua equipe dá prosseguimento ao trabalho.

SOBRE O PROJETO TEATRO DAS OPRIMIDAS

O projeto Teatro das Oprimidas tem como objetivo geral fortalecer os Grupos Teatrais Populares de TO (Teatro do Oprimido e Teatro das Oprimidas), ampliando seus raios de atuação para além das cidades do Rio e Niterói e chegando em Duque de Caxias, Itaboraí, Macaé, Maricá, Nova Iguaçu e São Gonçalo, realizando oficinas de TO para estimular multiplicadoras/res e cenas que mobilizem alternativas transformadoras para a juventude, em espaços populares e institucionais, com a metodologia da Estética, do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas.

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