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CTO firma parceria através de emendas parlamentares com deputados do RJ

Escola de Teatro Popular durante o Festival de Teatro do Oprimido (2019) | Foto: Panm Nogueira

O projeto Cidadania em Cena, idealizado pela Escola de Teatro Popular (ETP), com direção de Geo Britto e Julian Boal, atua em três espaços populares da região metropolitana do Rio de Janeiro: conjunto de favelas da Maré, no municipio do Rio de Janeiro; bairro de Santa Luzia, em São Gonçalo, e a Universidade Federal Fluminense, em Niterói. Através de uma longa articulação que teve início em 2019, o Centro de Teatro do Oprimido conseguiu, para o ano de 2021, duas emendas parlamentares. A primeira com a Deputada Federal Talíria Petrone (PSOL) e a segunda com o Deputado Federal Marcelo Freixo (PSOL), dando continuidade, assim, ao trabalho realizado pela ETP junto aos movimentos sociais e pré-vestibulares populares no Estado do Rio de Janeiro.

Com realidades socioculturais bem diferentes, o projeto propõe colocar em discussão problemas de direitos humanos, econômicos, ambientais, sociais, políticos e culturais, utilizando a metodologia criada pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, o Teatro do Oprimido. No Rio de Janeiro, o projeto atua em colaboração com o Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM). Em São Gonçalo, com os parceiros do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Associação de Moradores do bairro de Santa Luzia. Ambas as organizações atendem famílias de trabalhadores que vivem em um completo abandono de políticas públicas. Já em Niterói, o projeto tem por parceiro a Universidade Federal Fluminense, onde oferece aos estudantes de diversas disciplinas um complemento à educação formal. 

Nestes três cenários, as oficinas de Teatro do Oprimido têm por objetivo motivar a participação social dos grupos através da leitura estética de suas realidades. A partir da identificação das carências diversas, das fontes de conflito distintas, das características da comunidade, se implementa um projeto participativo e dialógico que leva os participantes a conhecer, debater, propor e intervir na sociedade com novas formas de atuação comunitária, expressando seus descontentamentos, propondo soluções e dando vazão à suas criatividades.

Gabriel Horsth

coord. de comunicação

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