Em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela, o Coletivo Madalena Anastácia de Teatro das Oprimidas realiza, no dia 24 de julho, às 18h, no Centro de Teatro do Oprimido (CTO), na Lapa, a 6ª edição 2026 do Julho Negra. Com entrada gratuita, o evento reúne teatro, dança, audiovisual e rodas de conversa para celebrar a luta, a resistência e a produção artística das mulheres negras.
A programação reúne diferentes linguagens artísticas protagonizadas por mulheres negras e tem início com a abertura conduzida por Rachel Nascimento. Ao longo da noite, o público poderá visitar o Bazar Memórias Pretas, assistir à exibição do vídeo da OCA Viradouro, apresentada por Aline Conceição, e acompanhar a performance “Julgar Meu Cabelo Afro”, do Grupo de Teatro das Oprimidas de Ponto Chic, de Nova Iguaçu. O evento conta ainda com a intervenção poética de Natitude, a Performance Afro G’leu Cambria, com participação especial de Aydê Masai, e a apresentação do espetáculo de Teatro-Fórum “Sonha Preta!”, do Coletivo Madalena Anastácia, encerrando a celebração às 21h.

SINOPSE DA PEÇA DE TEATRO-FÓRUM “SONHA PRETA!”
“Sonho Preta” constitui um processo artístico, que foi instaurado a partir do trágico desfecho da operação policial ocorrida no bairro da Penha, em outubro de 2025, que deixou o saldo de 120 mortos. A iniciativa visava à reflexão e o cuidado mútuo diante de fatos tão chocantes e de uma dor coletiva profunda. As artistas do CTO RIO, do coletivo Madalena Anastácia, definiram que seria preciso contar essa história desde a perspectiva das mães negras, que seriam as protagonistas da narrativa e as ativadores de um diálogo propositivo, no qual a plateia não se limitasse à condição de consumidora da obra de arte e assumisse também o compromisso com a reflexão e com a busca de alternativas.
Mais do que uma programação cultural, o Julho Negra é um espaço de encontro, memória e fortalecimento das vozes negras. A iniciativa propõe reflexões sobre raça, gênero e justiça social por meio da arte, valorizando ancestralidades e reconhecendo o protagonismo das mulheres negras na construção de uma sociedade mais democrática e igualitária.
Sobre o Coletivo
Criado em 2015, o Coletivo Madalena Anastácia é formado exclusivamente por mulheres negras e desenvolve pesquisas e produções artísticas inspiradas na metodologia do Teatro das Oprimidas. Sob direção artística de Bárbara Santos, o coletivo integra a Rede Ma(g)dalena Internacional e atua em parceria com o Centro de Teatro do Oprimido, desenvolvendo ações que enfrentam as opressões de raça e gênero por meio da arte e da participação popular.
Ao longo de sua trajetória, o grupo participou de importantes festivais e encontros internacionais na Argentina, Alemanha, Nicarágua, Peru, Guiné-Bissau e Estados Unidos. Em 2023, recebeu o Prêmio Luísa Mahin, concedido pela deputada estadual Renata Souza em reconhecimento à sua atuação antirracista. Em 2024, foi contemplado pelo edital Ações Locais, da Prefeitura do Rio de Janeiro, ampliando seu trabalho artístico e formativo em escolas públicas da cidade.
O Julho Negra reafirma o compromisso do Coletivo Madalena Anastácia com a valorização da cultura negra, a promoção dos direitos das mulheres e o fortalecimento da arte como instrumento de transformação social.
Ficha Técnica
Direção Artística: Bárbara Santos
Coordenação Pedagógica: Cláudia Simone Santos Oliveira
Curingas: Eloanah Gentil, Maiara Carvalho e Silvana Lucas
Preparação Corporal: Fernanda Dias e Flávia Souza
Elenco: Beatriz Mendes, Cláudia Simone, Eloanah Gentil, Carolina Netto, Jucieni Oliveira, Maiara Carvalho, Fernanda Dias, Rachel Nascimento, Raquel Dias, Silvana Lucas, Aline Conceição e Natália de Andrade.
SERVIÇO
Julho Negra 2026
Data: 24 de julho de 2026 (sexta-feira)
Horário: 18h
Local: Centro de Teatro do Oprimido (CTO)
Endereço: Av. Mem de Sá, 31 – Lapa – Rio de Janeiro (RJ)
Entrada: Gratuita
Sobre o Centro de Teatro do Oprimido (CTO
Fundado por Augusto Boal, o Centro de Teatro do Oprimido (CTO) é referência internacional na pesquisa, desenvolvimento e difusão da metodologia do Teatro do Oprimido. A instituição promove laboratórios, formações e projetos que utilizam a arte como ferramenta de participação cidadã, fortalecimento democrático e transformação social, democratizando o acesso à cultura e incentivando o protagonismo de grupos historicamente oprimidos.
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