Teatro do Oprimido cria diálogo
dentro da EAP em momento de crise





Em meio à crise que São Paulo vive, o Teatro do Oprimido encontrou espaço para o diálogo.

Dia 12 de maio, a Escola da Administração Penitenciária de São Paulo, foi palco da apresentação de uma peça produzida por Agentes Penitenciários do sistema, base do diálogo ocorrido entre atores e platéia, entre o sistema penitenciário e a sociedade civil.

A cena apresentada, criação coletiva produzida nos dias 10, 11 e 12 maio, parecia advertir para o conflito que foi deflagrado quase ao mesmo em todo o sistema prisional de SP. Na peça, um agente penitenciário se torna refém dos presos devido à falta de diálogo com seus superiores.

A partir dessa encenação, agentes penitenciários, diretores, advogados da OAB e da Ouvidoria, psicólogos e donas de casa conversaram sobre os Direitos Humanos dos agentes e dos presos.

Após a apresentação da cena, que teve mais de seis intervenções, realizamos a Sessão Solene Simbólica de Teatro Legislativo com uma mesa composta por estudiosos das leis do sistema penitenciário, sendo eles: Adriana Nunes Martoneli – advogada da OAB, Antônio Carlos prado – ouvidor da Ouvidoria da SAP, Glória Sana Cruz – diretora do Núcleo do servidor da SAP, Marco Antônio Arantes, advogado da OAB de Guarulhos e Fábio Sá Silva – representante do Depen.

Quinze propostas legislativas chegaram à mesa, que sistematizou e esclareceu o público, sugerindo para votação uma Resolução da SAP que propunha a criação de uma comissão de Direitos Humanos formada por funcionários do sistema. A proposta foi aprovada pela maioria absoluta.

O evento foi um exercício de cidadania um outro lado, da mesma cidade que se viu em chamas, um dia depois.

Esse foi mais um exemplo da potência do método do Teatro do Oprimido como instrumento de diálogo e de transformação.

 

 

 

 

 

 

 

 


Créditos


Curingas: Yara Toscano e Helen Sarapeck

Multiplicadores: Gilmara, Igor e Domingos