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O TEATRO DO OPRIMIDO TROUXE VIDA RENOVADA À CASA DAS PALMEIRAS (Dra. Nise da Silveira)
Em 2004, o Projeto Teatro do Oprimido nos Caps, realizado nos municípios do Rio de Janeiro e Niterói, capacitou 20 funcionários de 10 CAPS. Atualmente, este trabalho continua, de forma sistemática, em pelo menos 6 CAPS, onde são realizadas oficinas semanais de Teatro do Oprimido. Alguns formaram seus grupos de usuários e outros utilizam a metodologia para ajudar no dialogo entre usuários, funcionário e familiares. O Teatro do Oprimido começa a ser mais uma possibilidade de suporte na melhoria da política publica dos CAPS.A partir desta experiência, o Ministério da Saúde/coordenação Nacional de Saúde Mental e o Centro de Teatro do Oprimido têm aprofundado a proposta de trabalho para 2006. Neste ano, a capacitação para a prática do Teatro do Oprimido será oferecida a cerca de 60 funcionários de 30 CAPS do Estado do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro e Niterói) e São Paulo (capital, Guarulhos, Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão).
O projeto visa a formar Multiplicadores nas técnicas do Teatro do Oprimido, para que se tornem capazes de: ministrar oficinas e dinâmicas de grupos e, na medida do possível, cenas teatrais dentro dos CAPS que, através de espetáculos de Teatro-Fórum, proponham a discussão de temas de interesse dos usuários de saúde mental.
O Teatro do Oprimido será mais uma ferramenta para a atuação dos profissionais e poderá ser associada às atividades que já ocorrem dentro dos CAPS. A metodologia do Teatro do Oprimido, a partir da experiência de vida dos usuários de saúde mental, é uma alternativa lúdica, dinâmica e eficaz para o estabelecimento de um ambiente propício para a discussão de temas como: integração do doente mental na comunidade, sua inserção familiar e social, preconceito no mercado de trabalho, sexualidade, entre outros, os quais dificilmente são verbalizados, mas são reveladas através do Teatro.
Além da identificação e compreensão de problemas, o Teatro do Oprimido estimula a busca de alternativas concretas para a resolução dos mesmos, incentivando a construção coletiva de soluções diversas, democráticas e criativas, que servirão de base para as propostas encaminhadas pelos funcionários dos CAPS, pelos usuários e por seus familiares.
Os funcionários que se candidatam ao programa de capacitação não precisam ter nenhuma experiência teatral e/ou formação específica.
O processo de capacitação será desenvolvido em etapas:
1) Curso de Introdução ao Teatro do Oprimido para os Multiplicadores;
2) Oficinas Demonstrativas; Acompanhamento do CTO-Rio nos Caps;
3) Aprofundamento da capacitaçao dos Multiplicadores;
4) processo de criação de cenas de Teatro-Fórum e/ou produtos artísticos com atividades Públicas;
5) Fórum Municipal em cada cidade;
6) Mostra de Teatro do Oprimido nos CAPS e Seminário de Avaliação.O Teatro do Oprimido tem no diálogo um de seus princípios. O público-alvo do projeto são os usuários. Com eles, a metodologia será utilizada para integração, debate e melhoria das relações entre usuários, equipe e familiares.
O Teatro do Oprimido não se propõe a ser somente mais uma oficina, mas também um instrumento para o CAPS discutir suas próprias questões, que, por si só, envolvem todos os seus participantes:usuários, funcionários e familiares.Dessa forma, o Método do Teatro do Oprimido poderá incrementar essa estrutura revolucionária do CAPS e criar uma possibilidade a mais na busca de novas práticas e novas formas de suporte para o trabalho da saúde mental.
FICHA TÉCNICA
Coordenação: Geo Britto
Curinga: Claudia Simone.
Profissionais Capacitados:
Andréa Midori, Ariel Cohen, Arilza Ramos, Cassia Charrison, Clarissa Esteves, Cleide Carneiro, Emerson Veiga, Erínia Belchior, Gisela Carvalho, Lara Paula Lourenço, Letícia do Rosário, Luciana Gonçalves, Luiz Henrique, Mara Barbosa, Marcela Coutinho, Maria Luiza de Oliveira, Nelson Cruz, Sonia Sepadas, Vera Roçado, Natalia Araújo e Caroline Serra.
CAPS envolvidos no projeto piloto:
Pedro Pelegrino, Profeta Gentileza, Simão Bacamarte, Rubens Correa, Artur Bispo do Rosário, Ernesto Nazareth, Herbert de Souza, Linda Batista, Lima Barreto, Casa D´Engenho, Raul Seixas
e Cais Philipe Pinel.Financiamento:
Ministério da Saúde /
Coordenação Nacional Saúde Mental
Fotos: Barbara Santos e Geo Britto
Apoio:
Coordenação de Saúde Mental do Município do Rio de Janeiro / Gerência dos Programas de Reabilitação Psicossocial: Madalena Libério
Coordenação Saúde Mental
de Niterói: Fernando Tenório
Ciclo de Debates: A Loucura dos Nossos Tempos
31 de maio, quarta-feira, 16H, no CTO-Rio
(Av. Mem de Sá, 31 - Lapa - Rio)
Ver convite (PDF)
Ver convite (JPG)
Avaliação do Projeto de 2004 e Lançamento do 2006
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O Centro de Teatro do Oprimido, CTORio, convidou para o
Dia Nacional da Luta Antimanicomial.
Nossa comemoração aconteceu com a apresentação dos espetáculos teatrais produzidos pelos profissionais dos Caps (Centro de Atenção Psicossocial) dos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Belford Roxo, Duque de Caxias, Queimados e Nova Iguaçu; no dia 16 de maio, às 14h30min, no CTO-Rio, Av.Mem de Sá, 31 Lapa.
O CTO-Rio na Saúde Mental